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Artigos técnicos com as empresas e profissionais do setor

      

 

 

A próxima vítima
 

Por Assunta Camilo
 

Qual será o próximo produto ou material a ser “combatido”?
Algumas pessoas ainda se lembram quando, inicialmente na Europa, houve por parte de grandes companhias o “banimento” ou “linchamento“ do PVC. O motivo seria que: o material poderia num determinado processo e se não fosse bem controlado, “liberar” substâncias “toxicas” no ar.


• Mito gerado: o material é um vilão que não pode ser usado em embalagens ou produtos.
• Verdade: o PVC é usado até hoje como um dos principais materiais na fabricação de blister de selagem, bolsas de sangue, embalagens para carnes, tubos de água e esgoto, rótulos termo-encolhíveis, banners, bolsas entre outros.

 


A utilização do PVC, aliás, como de qualquer outro material, tendo o processo de transformação controlado, sendo bem identificado e orientado para uso, não há como matar ninguém.
Polêmicas envolvendo as embalagens nunca deixaram de fazer parte da história da embalagem. Assim como na atualidade, podemos nos lembrar do caso das embalagens cartonadas assépticas que foram acusadas até de provocarem câncer! Destaque também para outra lenda urbana que dizia que os códigos do fundo dessa modalidade de embalagens representavam o número de vezes que ela teria sido envasada. Tudo bobagem!

 

Mais adiante, houve também a “onda” contra a garrafa PET, que até em obra de arte se transformou “combatendo o lixo com campanhas do tipo recuse as garrafas, porque elas entopem os rios...”
Agora pergunto: alguém já viu garrafas com pernas se jogando em rios?


Em Nova York, a guerra foi contra as embalagens de água de qualquer espécie porque os ambientalistas alegavam que era um verdadeiro desperdício envasar água uma vez que a água potável poderia ser consumida direto de qualquer torneira.


Essa informação condiz considerando que em muitas cidades é possível beber água potável da torneira, no entanto, nem sempre podemos ter uma torneira conosco na mesa do escritório, no carro ou mesmo no parque. Neste caso, não há outra maneira para transportar a água se não for numa embalagem segura e adequada.

 

Num outro período, tivemos também polêmicas contra a utilização de copos descartáveis. Estes, então, para serem mais competitivos, começaram a ser produzidos cada vez mais finos e consequentemente ou eram inutilizados ou geravam excesso na quantidade de consumo e lixo.
Devemos fazer entender que sub-embalagem é a pior solução, não protege nem atende seu propósito. Assim foi com as “sacolinhas” de supermercados, por exemplo.


Houve a necessidade de se criarem normas, porque a baixa qualidade das sacolas fazia com que se rasgassem só ao “olhar” para elas, e, para garantir uma espessura mínima, a única forma foi estabelecer condições mínimas de qualidade, já que a ganância de muitos empresários inescrupulosos sobrepôs o bom senso e a ética.


Diante essas questões, algumas considerações são válidas:
• Há momentos em que a mídia e a opinião pública “acertam” um alvo e ajudam a provocar uma melhoria e uma nova ordem.


No entanto, nem sempre é assim! São muitos os “desinformados” de plantão que ouvem algo sobre o assunto e propagam besteiras e na maioria das vezes acabam por alterar as verdades.

 

Também, existem muitos interesses econômicos na questão e “plantadores” de notícia que falam inverdades deste ou daquele material ou produto, e que levam empresas a sofrerem prejuízos consideráveis na maioria das vezes. Na emblemática “proibição” das sacolas de supermercados há vários grupos que defendem “seus” interesses.


O correto seria que os setores responsáveis e o governo pedissem, de fato, as melhores informações e considerações disponíveis, provindas de grupos de notáveis fundamentadas no conhecimento cientifico, só assim, ficaria mais fácil decidir qual seriam as melhores soluções para o Brasil.

 

É fundamental que a sociedade enfrente a cultura do desperdício e entenda que nem tudo é “descartável”. Temos que rever nossa relação com o consumo e saber do que os recursos são feitos, rever os hábitos, as atitudes e nos comprometermos com a mudança e a educação ambiental desde a infância até idosos, classes de trabalhadores, domésticos, profissionais da construção civil (estes na maioria das vezes, excluídos), porque juntos poderemos reverter mais precisamente alguns quadros.

 

Analisando toda a problemática e o preconceito em torno das embalagens e me baseando nas entrevistas, questionamentos e comentários gerados, arrisco-me a pensar que uma das próximas vítimas a serem atacadas serão os cartuchos, ou as embalagens secundárias, como é o caso das “caixinhas” de creme dental, sabonete, cereal, entre outras.
Seria bom que todos exercitassem suas mentes e entendessem que o importante sempre é o equilíbrio. De nada adianta eliminar um item e usar mais material noutro ponto acreditando que essa será a única e a melhor solução.


É importante entender toda a cadeia, desde a fabricação de um produto até a disposição deste, para o consumidor final e a utilização.
Só assim, é possível compreender como seria levar milhões de bisnagas “soltas” em um caminhão para abastecer as redes varejistas, organizar os produtos nas gôndolas e como é feito o controle ou a contagem desse produto, por exemplo.

 

Penso que para os que não conhecem todo sistema, deva parecer difícil entender a utilidade de cada embalagem primária ou dos cartuchos, assim como, entender as outras categorias de embalagens que têm a finalidade de proteger embalagens primárias. De que outra forma, as bisnagas teriam sua integridade comprometida sem elas e poderiam ser esmagadas se mal organizadas e protegidas pela embalagem primária.

A única forma de não usarmos cartuchos, seria com a produção de bisnagas com tampas e corpos mais resistentes, além de caixas para embarque com menor capacidade, o que provavelmente geraria a utilização de mais material no comportamento geral.
Diante um breve histórico dos fatos, atrevo-me a dizer que esse é o momento propício para o setor se unir e provar que é fundamental promover conhecimento sobre materiais, conceitos, processos, matérias-primas para então conhecermos as embalagens.


Aproveitemos para valorizar este bem tão importante, afinal é a embalagem que sustenta nosso modo de vida. É fundamental entender que sem ela não seria possível, por exemplo, o atual modelo de sociedade.
Devemos começar desenvolver embalagens para atender mais pessoas, levar mais alimentos protegidos, para mais lugares. Isso é um dever!


A Embalagem melhor permite que haja um Mundo melhor com mais igualdade para mais pessoas.

 

 

 



 

 

Fonte: Revista Embalagem & Tecnologia

www.embalagemetecnologia.com.br

 

 

 

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